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O que é o amor?


O que é o amor? Será que isso realmente existe, ou será que existem várias formas de amar? Eu amo minha mãe (embora certas vezes ela me deixe de saco cheio), amo meus filhos (meus animais de estimação), amo meus amigos, tenho pouquíssimo (porém algum) amor próprio, amo escrever, amo... amo... amo...

Mas e aquele amor romântico? Aquele que se destina a alguém especial. Aquele que vai preencher seus pensamentos nas horas de ócio, de trabalho, de estudo e até o subconsciente enquanto você sonha. Aquele amor é realmente amor?

O que é o amor? Para você. Será que já amou? Só se ama uma vez? E o que era aquilo que sentia por quem veio antes de mim? E o que você sente por quem agora ocupa meu lugar?

Será que era amor? Me provoca, me convence, me mostra que damos certo. Você sabe o que é o amor? Você que ama a novidade. Amar a novidade é amar de verdade?

Uma hora a novidade acaba, você se cansa. Você se cansa dos meus poemas, se cansa das minhas palavras apaixonadas, você se cansa da forma como eu te olho, se cansa do meu sorriso bobo de manhã. Se cansa da minha cama de solteiro e daquela cor alaranjada do lençol. Você se cansa de ficar com o travesseiro bom. De ficar com o travesseiro ruim. Cansa da comida que eu faço, da comida que compramos pronta, de sair pra comer fora. Você se cansa das minhas roupas, do meu cabelo, do meu cheiro, do meu corpo, meu toque, meu cafuné. Você simplesmente cansa porque eu era novidade e agora sou só rotina. Você se cansa de ser o centro do meu mundo e me joga para as periferias do seu.

E agora? O que é o amor? Talvez você já tenha sabido, talvez não. Talvez um dia saiba, talvez não. Talvez você já o tenha encontrado e deixado passar, ou não.Não consigo entender o amor. Talvez justamente por não ser de amor que estou falando aqui. Só porque para mim era assim, deveria ser para você? Talvez nem fosse amor mesmo, quem vai saber?

E agora? Você continua em busca de novidade e eu da mesma estabilidade que sempre busquei. Você se diverte e eu sofro por não ter mais quem eu julgava ser meu amor. Agora você troca tudo o que eu sentia por uma novidade qualquer, qualquer uma. Você deixa de ser o amor da vida de alguém para ser só mais um “esquema” (realmente é essa a palavra que ouvi te designarem). Uma novidade.

Eu pensei comigo mesma 'Ele não gosta de mim nem perto do que ela gosta, e eu não gosto dele nem metade do que gosto dela'". E contou-me esse pensamento em meio ao relato de como foi ficar com outra pessoa depois de mim.

Não tem nada a ver, somos só amigas” Se não ficaram, em breve ficarão.

"Tô brincando de ser gay um pouquinho" ela disse. "Não acha que já brincou de mais não?" Respondi.

M.D.

João Pessoa, 20 de agosto de 2009, 12:44

2 comentários:

Vê.,  20 de agosto de 2009 19:51  

" ... o amor talvez seja uma coisa que até nem sei se precisa ser dita ... "
Me vi em algum romance passado. Na verdade, não sei se é passado.
Enfim...

Jess Romano 21 de agosto de 2009 01:55  

Como vc disse "temos muito em comum". Ate na dor nossas semelhanças se destacam!
Faço minha suas palavras neste texto acima. Me sinto co-autora (in)diretamente falando... Cruel esse vicio de amar quem nao merece, entregar-se a quem nao sabe o que isso significa.
Apareça mais vezes no "Via de Escape", estamos nos sentindo um pouco sós!
(desculpe a escrita - teclado sem acento!)

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